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 Neste momento estou derramando lágrimas, por vários motivos, mas um deles é que sinto falta de conversar com você.

Já escrevi um texto falando sobre como você me feriu, e me sinto mal por ter tido a necessidade de te ferir de volta.

Ainda assim, sei que fiz a coisa certa. Independentemente de qualquer coisa, o tratamento era ruim e seria péssimo ter qualquer envolvimento verdadeiro contigo.

O que custava para você, me provar que era quem dizia ser? Isso você nunca me respondeu e eu nunca saberei. Por quê? Por quê? Como queria que eu confiasse em você?

O problema é que inventei um milhão de cenários para a gente juntos, viajando por aí, deitados abraçados, nos conhecendo cada vez melhor, você provando da minha boca, como disse que tanto queria.

Eu não deveria ter te humilhado. Nunca tinha tido a oportunidade de fazer alguém que me fez mal se sentir mal também, e agarrei-a, pensando que seria uma vingança muito doce.

O fato é que se vingar não cura os machucados, só faz com que você machuque outra pessoa.

Não acredito que estou dizendo isso, mas desculpe-me, o deboche foi desnecessário. Eu deveria simplesmente ter ido embora, mas não fui, queria por tudo tirar essa história a limpo (coisa que nem consegui).

Não acho justo que isso tenha acontecido comigo, nem contigo, muito menos conosco. Era para ter dado certo, era para ter sido lindo, era para ter sido verdadeiro e duradouro.

Mas eu não conseguia confiar em você, e decidi não ignorar o medo que me transmitiu mais de uma vez. Por pouco, não entrei em uma situação delicadíssima e muito mais difícil do que o que estou vivendo agora. Sei que vai passar, pode demorar, porque é do feitio dos meus sentimentos, mas vou me recuperar.

Ainda me pego olhando o celular e vendo se você não mudou de ideia, se não ouviu os meus conselhos e decidiu mudar a forma de se portar perante uma mulher em quem está interessado. Era tudo o que eu mais queria. Eu me desculparia sem ser mentalmente, você saberia ceder um pouco e poderíamos viver a nossa história.

Não é justo.

Você me deseja o bem e eu também o desejo a você.

Você deseja que eu me torne uma pessoa melhor e eu também o desejo a você.

Ambos insistindo em dizer que o outro está errado.

Mais uma vez eu tiro o corpo para me autopreservar.

Mais uma vez eu tiro o corpo e me recolho à minha solidão, sentindo falta de algo que nem sequer conheci.

Sentindo falta das minhas expectativas, dos tremores na barriga e da esperança.

Eu cortei esse mal pela raiz, e deveria estar orgulhosa de mim mesma.

Vou tentar seguir aquele teu outro conselho, que realmente fez diferença para mim.

Vou tentar achar uma pessoa que sirva para mim. E se ela for o que eu sempre sonhei, vai ter muitas semelhanças contigo, só espero não pensar em ti toda vez que eu olhar para ela.

Espero que você ache alguém que sirva para você, mas que a trate bem, de verdade, sendo mais flexível e nada tóxico.

Espero melhorar também, nunca mais humilhar alguém, ainda mais alguém com quem tive trocas ótimas e que não vou esquecer tão cedo.

Chega, você mesmo disse que isso já foi longe demais. Está na hora de encerrar.

Vou me concentrar nos outros motivos pelos quais derramo minhas lágrimas e reunir forças para tentar superá-los, mas não vai ser hoje.

Até nunca.

 

 

 

 

 

 Eu não desejo o mal a você, muito pelo contrário, desejo tanto bem que você possa clarear suas ideias e perceber o quanto o que fez (ou ainda faz) é horrível.

Você sendo ou não uma pessoa real, foi uma pessoa terrível, tóxica em vários níveis e só se salvava pelas aparências (sorte ou uma jogada de mestre?).

Qual é a graça em brincar com os sentimentos dos outros? Não foi a primeira vez que fui magoada, mas foi a mais estranha (e rápida).

Tive vinte e cinco anos de histórias tristes ou até mesmo tediosas na minha vida emocional, e aí eu penso: “o azar acabou, não é? Já está no tempo de alguma coisa boa acontecer e, de preferência, que seja duradoura”.

Mas, a cada vez que abro o meu coração novamente e quebro a cara no final, estranhamente não me sinto impelida a esconder meus sentimentos e criar uma barreira em meu coração, como a maioria das pessoas faz. Não, eu choro, converso sobre e sigo para a próxima, com sempre o mesmo pensamento esperançoso: “desta vez vai dar certo”.

Nunca dá.

Obrigada por ser apenas mais um na minha lista deste ciclo interminável, no qual termino culpando o Universo e não achando justo o que a sorte faz comigo. Claro que isso está errado. Autopiedade nunca fez qualquer favor a ninguém, e reclamar não vai mudar a minha situação.

Mas ficar dando murro em ponta de faca é cansativo.

Por ora, vou recolher-me à minha solidão de sempre, aquela que fica esperando que algo que vá mudar minha vida bata à porta, mesmo que a probabilidade seja ínfima (minha mãe joga na loteria, por que eu não posso querer contar com a sorte do meu próprio jeito?).

Enquanto faço comparações com as vidas dos outros que sempre parecem estar muito melhores que a minha (claro que sei que todos têm seus problemas e que a perfeição das redes sociais é uma ilusão, mas a comparação é inevitável), por dentro, continuo com aquela pequena chama, de algum dia esse jogo virar.

Você me fez acreditar, por um momento que fosse (porque eu sabia que a situação não era das melhores, você era, ou fingia ser, uma pessoa tóxica), que eu finalmente teria o meu respiro emocional e meu coração teria um peito para descansar.

Isso é tão necessário assim? Preciso disso?

Não, mas mentiria se dissesse que não quero (coisa da qual tentei me convencer por muito tempo).

Daqui a alguns meses vou rir desta história, então obrigada pelo entretenimento, e espero do fundo do meu coração que seu comportamento não se repita com outras pessoas. 

 

                     Oi.

            Eu pretendia jamais falar com você novamente, mas, já que acabamos nos encontrando há pouco, decidi explicar a você porque tomei esta decisão.

            Acho difícil você não saber o motivo, mas, depois de tudo o que me causou, da maneira como se portava, sei que não é impossível.

            É impossível que um cara pense que sua namorada praticamente devotada estaria o traindo com um rapaz aleatório. É mesmo impossível? Não, é possível, dentro do seu padrão possessivo, é possível.

            Passei a minha adolescência inteira sendo sua. Na época de amadurecimento e formação de personalidade, a minha vida era você. Era estar com você, amar você e me dedicar a você.

            As minhas amizades eram as suas amizades, os meus amores eram os seus amores, as minhas saídas eram as suas saídas e a minha vida era você.

            Ainda agradeço por ter me dado o cachorro, que eu amo mais que tudo hoje (mesmo com os perrengues pelos quais ele me faz passar) e, acredite ou não, agradeço por ter terminado comigo, você me libertou.

            Me libertou das traições, das amarras, da possessividade e das limitações, pois eu posso tudo, mas você fazia questão de cortar minhas asas, fazendo-me acreditar que eu só pudesse fazer o que fosse aprovado por ti.

            Sabe qual é o problema real? Não é todo o tempo que eu perdi do teu lado, e sim todas as emoções que você fez que eu não sentisse. Não, você não leu errado, não sentisse.

            Depois de você, me tornei praticamente incapaz de me apaixonar. Pois é. Até coleciono quedinhas, mas depois de alguns dias ou semanas sinto a atração que em algum momento me dominou se esvaindo.

            Isso te parece justo? Que eu não seja capaz de amar novamente graças a você? Graças ao tanto que me dediquei a você?

            Eu fiquei sabendo do seu namoro, até conversei com a garota e espero, do fundo do meu coração, que ela não acabe como eu. Que você não anestesie os sentimentos de mais uma mulher. Mas uma parte minha se sente mal, porque é muito injusto que você possa amar alguém e eu não.

            Hoje, felizmente, sou mais leve e mais feliz. Mais resolvida com minha aparência, com meus sonhos e com as pessoas ao meu redor. Você deve ter percebido, quando me deu oi e eu fiquei... bem. Me diverti muito naquela noite. Não graças a você, óbvio, mas você não estragou tudo. Você não conseguiu estragar tudo.

            Escrevo isto aqui só para te lembrar dos meus sentimentos, já que você tirou tanto de mim, mas não vai estragar mais nada. Meu coração expulsa tudo, mas nem mesmo na minha mente você será capaz de se infiltrar de novo. Estou livre de ti (agora só falta conseguir compartilhar isso com alguém).

             Você tirou tudo de mim: os meus amigos, os meus sorrisos, a minha vontade de viver.

            Nos últimos sete anos, tenho feito tudo a mando do cansaço, sendo breve em meus desempenhos e quaisquer atos para poder logo me esconder embaixo das cobertas, quem sabe cerrando os olhos para escapas de minha consciência.

            Hoje meus olhos não estão cheios de lágrimas, mas isto já foi rotina há um tempo, enquanto eu gritava e debatia meu rosto em busca de aliviar o sofrimento interno.

            Você veio correndo e se apossou da minha alma, como um ladrão de vida ou um possuidor de corpos. Não pediu permissão, não avisou que ia chegar, só veio e pronto... dias e dias questionando: por quê?

            Aquele clichê de: eu tenho uma vida perfeita (e eu tinha), o que causou isso aqui? Até hoje não sei, mas sei que eu tentei acabar com ela quando você acabou com a perfeição (limitada, mas mais que suficiente).

            Não fui capaz de te proibir de fazer qualquer coisa, pois, quando você chega, é você quem manda. As crises tomam conta de mim e não me deixam pensar em mais nada além de tudo o que está errado. Todo o sofrer que há no mundo se torna meu, e sei que não sou capaz de mudar nem um e nem outro, pelo menos não sozinha.

            Quero que saiba que eu não vou te deixar vencer. Já escolhi desistir diversas vezes, mas, por algum motivo, essa possibilidade não se concretizou, então hoje desisti de desistir. Mesmo que as coisas normais sejam mais difíceis para mim do que são para os outros, eu vou enfrentar uma por uma, traga crise ou não, as quais também vou enfrentar.

            Quando dói o peito ou quando o vazio se instaura, eu sinto que acabou para mim, que eu mesma estou acabada e quero arrancar os cabelos, a pele, os músculos e chegar até os ossos, até ser apenas um esqueleto sem expressão, nas mãos de outra pessoa se questionando: “ser ou não ser? Eis a questão”.

            Muita gente me atrapalhou durante este processo, mas muita gente também me ajudou (alguns até fizeram os dois) e eu vi que não estou sozinha nesta luta. Empunho todas as armas possíveis e, quando você está mais fraca, vou correndo apunhalá-la.

            Não faço questão de dedicar mais nada a você, pois os poemas e músicas que fiz pensando na sua consistência dentro de mim são incontáveis, mas sei que, quando precisar, vou fazer de novo, pois é escrevendo que melhor me expresso. Apesar disso, me recuso a agradecer-te pela inspiração. Preferiria ter passado anos sem escrever nada a te conhecer.

            Dramática e sofredora, peles que, para você, são atrativas e acolhedoras. Não é ainda que te expulso delas, pois não é fácil assim, mas mais uma vez te exorcizo, cada dia mais perto de me despedir, e encontrar o que realmente sou e tudo que posso ser.  

 

        Eu não queria escrever isso, mas vou tentar fazê-lo da maneira mais enigmática possível (e também acho que ninguém vai ler, então tudo bem).

            De você eu esperava um pouco mais. É verdade que eu me apego facilmente e sou capaz de imaginar um futuro com qualquer pessoa, mas contigo era diferente. Você é tudo o que eu queria ter: um pedacinho do meu passado, com gosto de presente (nos dois sentidos).

            Não lembro exatamente de tudo o que você me falou naquela ligação, mas a maneira como fiquei balançada me marcou demais. Eu queria me embriagar naquela sensação que não sei se alguém vai conseguir me fazer sentir de novo. Não que eu precise ser colocada em um pedestal, ou melhor, te puxaria para cima junto, para que nós mesmos fôssemos o nosso objetivo no topo da montanha, o meu sonho era a nossa felicidade juntos.

            Talvez me chamem de emocionada, e tudo bem, mas eu bem sei que não é qualquer um que me deixa completamente hipnotizada assim, fazendo-me acordar na madrugada com ansiedade de voltar a conversar.

            Se você reaparecesse hoje, eu deveria ignorá-lo, mas a verdade é que ficaria cheia de alegria (não iria chegar a chorar, nem nada do tipo, mas o meu sorriso seria largo). Dói confessar, mas é tudo que eu mais quero.

            Queria entender por que você sumiu, e porque ainda visualiza tudo que eu posto (geralmente bem rapidinho) se não quer mais saber de mim. Talvez seja tédio puro, pois eu não quero alimentar falsas esperanças.

            Apaguei o poema que tinha o seu nome (mesmo que meio escondido, era bem fácil de achar), pois achei melhor não postar. Você viu aquele que continha frases marcantes que disse para mim, mas não foi o suficiente para tocar o seu coração.

            Acho ridículo ver-me sofrendo por um amor que nem aconteceu, mas parei de julgar os meus sentimentos há tempos, permitindo-me sentir, mesmo que isso provoque desprezo de mim mesma, direcionado a mim mesma.

            Quando eu for para a sua cidade, vou avisar. Sei que não deveria, mas também sei que não vou resistir. Vou ver se você mudou. Se talvez eu tenha mudado para você ser capaz de mudar (para mim).

            Você me prometeu uma recepção calorosa, e eu ainda a desejo.

            Desculpe-me por ser um tanto quanto piegas, mas não consigo evitar. Muitas expectativas já vieram e passaram pela minha vida, mas com você era diferente, pois você era especial, pelos pequenos motivos que não vou contar para não parecer superficial e nem dar na cara quem você é; e pelo grande motivo que já comentei.

            Ainda acho que podemos nos encontrar nas alturas, flutuando no nível do mar, só depende de você.

            Agora já foi, está escrito. Quem dera o sentimento fosse para fora junto com as palavras e nunca mais me atormentasse.  

 

Oi.

Isso aqui não é fácil de escrever.

Existe um livro cujo primeiro capítulo se chama “A Festa dos Outros”, referindo-se ao Dia Dos Pais. A personagem principal do romance foi abandonada pelo genitor ainda pequena, então, obviamente, não comemorava este suposto domingo especial no mês de agosto.

Eu não vivi isso, e sim algo diferente.

Hoje fico mais afastada de você e sua atual esposa (só Deus sabe quanto tempo vai demorar para ela se tornar mais uma ex) por motivos de autopreservação. É muito mais cômodo estar com minha mãe, que me entende melhor.

Escrevo esta carta apenas para sinalizar o quão injusto foi comigo. Eu tive mesmo que ler mensagens indecentes e ver fotos do mesmo tipo no seu celular enquanto você ainda ostentava uma aliança de casamento? Era casado com a minha mãe... não sei se lembra. Eu era criança!

Vivo de não falar disso, porque é mais complicado do que parece.

É verdade que ainda te amo, ainda te chamo de pai e não me arrependo de ter nascido como parte tua, mas me repreendo ao lembrar deste sentimento em meu coração e do que você fez.

A criança dentro de mim só quer gritar: “por quê?”, mas a adulta diz: “deixe para lá, não é como se eu fosse conseguir entender mesmo”.

Aprendi a rir das situações (tipo daquela vez que você mandou o mesmo buquê de flores para duas amantes diferentes, as quais, para o seu azar, estavam na mesma sala quando receberam. Que mico hein, nem para planejar um pouco melhor). Hoje já sou maior e conformada. Não compreendo, mas aceito: esta é a minha vida, e este é quem você escolheu ser

Apenas peço que se lembre que tem uma filha, e que todo o estrago que você fez causou consequências em mim. Permaneço no discurso vago porque realmente não gosto de falar disso, e dói tocar na ferida, mas eu sei que sou forte, e que, para superar, é preciso encarar.

Obrigada pela parte de ter me dado a vida e coisa e tal (não que você o tenha feito sozinho), e espero suas desculpas quando se trata do ruir de nosso pequeno núcleo familiar.

Às vezes nem mesmo lembro de você quando se trata de família, mas tenho ligações de sangue com sua mãe e todo o resto do pessoal também, então não consigo me desprender.

Este ano, quando a vó eleger a pior pessoa da família, não torço para que seja você (muito menos eu), pois tenho a esperança de que você vai aprender e melhorar com o tempo.

Sigo comemorando a festa dos outros e te amando, mesmo que às vezes com dor.

 

            Oi... eu prometi que ia criar coragem para te dizer alguma coisa. Por quê? Porque simplesmente parece justo. Com tudo de bom que você está me fazendo sentir, eu acho que preciso retribuir (olha, até rimou!).

            Lembra da partida de xadrez que nós jogamos? Era uma festa e parecia estranho estarmos brincando com as nossas mentes, em meio a toda aquela estratégia que eu fingi ter (e nem funcionou, já que perdi o jogo), mas contigo, aquela simulação de guerra ficou leve e quase romântica.

            Tem um casal lá no meio: o rei e a rainha. Eu sei que, se você fosse uma das peças do xadrez, com certeza seria a torre, em função da sua altura monumental, mas eu estou tentando ser romântica aqui, então colabore comigo. A rainha é a peça mais poderosa, que se move em todas as direções e quantas casas quiser de uma só vez, e era assim que eu me sentia antes de você: solteira e com aquilo que costumam caracterizar como liberdade, permeando entre os quadrados brancos e pretos, dando-me a chance de conhecer todos os espaços do tabuleiro.

            Mas quem vale mais é o rei. Perde-se o rei e perde-se o jogo.

            Se eu te perder agora, todo o meu time será considerado um fracasso. O time do meu coração, dos meus sentimentos e dos meus pensamentos (que insistem em se distrair e voltar para você, enquanto conto os dias para uma festa em plena terça-feira). Soei desesperada? Juro que não sou louca, mas talvez eu esteja começando a acreditar neste negócio de almas gêmeas por causa da gente. Sim, da gente, porque falo de você, mas me incluo aqui. O rei pode ter todo o seu valor, mas precisa da ajuda de sua rainha, a qual dita de qual lado essas duas peças vão ficar.

            Tenho medo de fazer um movimento muito ousado no começo do jogo, pois já foram muitas partidas nas quais minha dignidade e confiança foram capturadas, o que me deixou com algumas peças a menos. Teve aquele ex com o qual nunca nem mesmo tive um encontro, e ele conseguiu me decepcionar. Houveram traições e mais pancadas que posso contar, então tenha certeza de que posso confiar em você, antes de fazer um movimento em diagonal com um peão ou em L com um cavalo (os primeiros do jogo).

            Eu já estava desistindo das peças masculinas, dizendo que me atraio somente por mulheres (como se a gente escolhesse...), mas agora digo que me atraio por elas e por ele, no singular. Ele, mais especificamente sendo você.

            Enquanto esta carta é escrita, eu penso na nossa história, lembrando das coisas que você me disse, fazendo questão de salientar que vou ser sua. Será mesmo? A resposta dada por minha paixão é que só depende de você, e a resposta dada por minha razão é que... só depende de você.

            Já perdi a partida no dia da festa, mas não me importei. Você levou minhas peças e minha guarda baixou. Te entreguei a rainha com um pouco de dor, mas tendo a certeza de que não sou a perdedora desta história, enquanto me estico para alcançar a sua boca, aquela que me chama e me beija.

            Que tal outra partida? O que acha de ficarmos no mesmo time desta vez? (Se você quiser ser meu adversário e vencer de novo, vou dizer que te deixei ganhar, para a humilhação ser um pouco menor.)

 

Com todo o carinho que sou capaz de desenhar,

Carol.